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Sourcing sustentável de pescado

Jerónimo Martins

Projecto

Jerónimo Martins assume como responsabilidade conhecer os impactes da sua atividade nos ecossistemas, procurando, através da adoção de políticas, estratégias e processos operacionais, mitigá-los.

Tendo em conta o elevado volume de vendas anuais de pescado, definimos como prioridade a caracterização das espécies de pescado mais vendidas em Portugal e na Polónia. Esta análise do nível de risco para o Grupo identificou aspetos como o grau de exploração dos stocks, as comunidades envolventes, a rastreabilidade, as condições laborais associadas e os impactes sobre os ecossistemas, concluindo-se que nenhuma das espécies comercializadas apresentava risco elevado.

Em 2016, foi avaliado o grau de vulnerabilidade de todas as espécies de pescado comercializadas em Portugal e na Polónia, com base na classificação do International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN) e da Convention on International Trade and Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES).

Impactes quantitativos e qualitativos

O estudo revelou que menos de 8% das espécies analisadas apresentavam algum nível de risco, tendo o Grupo implementado uma norma de serviço que definiu as regras de atuação neste âmbito:

  • Para as 14 espécies classificadas com o nível “Vulnerável”, o mais baixo, e que representavam, em 2015, 18% do total adquirido (kg), foi adotada uma abordagem seletiva às ações promocionais dessas espécies de pescado sempre que não sejam 100% provenientes de aquacultura e/ou de stocks geridos de forma sustentável e/ou com certificado de sustentabilidade (e.g., Marine Stewardship Council);
  • Por forma a reduzir a pressão sobre as cinco espécies que à data foram classificadas como “Em Perigo” (um nível intermédio de risco) e que representavam menos de 0,8% do total adquirido (kg), foram aplicadas medidas limitadoras:
    • as ações promocionais destas espécies só podem ser realizadas apenas quando as mesmas sejam 100% provenientes de aquacultura,
    • se não houver essa garantia, não há lugar a qualquer tipo de ação promocional que incida sobre estas espécies;
  • Uma espécie, correspondente a menos de 0,0004% do total adquirido (kg), foi classificada como “Criticamente em Perigo”, o nível máximo, tendo a sua comercialização sido descontinuada em junho de 2016. Esta decisão ficou a dever-se ao facto de não ter sido possível assegurar a sua produção, ao longo de todo o ciclo de vida, em regime de aquacultura. Foi ainda decidido interditar a incorporação desta espécie em ração animal utilizada nas nossas atividades de aquacultura e/ou sob a forma de incorporação em refeições prontas refrigeradas, take away e produtos processados, incluindo para animais domésticos, em todas as circunstâncias e geografias para as quais não existam licenças extraordinárias que as permitam.
Mais informação do projecto
Relatório de responsabilidade corporativa 2016
2017-12-14T15:51:29+00:00