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Sourcing sustentável de pescado

Jerónimo Martins

Projeto

Jerónimo Martins assume como responsabilidade conhecer os impactes da sua actividade nos ecossistemas, procurando, através da adopção de políticas, estratégias e processos operacionais, mitigá-los.

Tendo em conta o elevado volume de vendas anuais de pescado, definimos como prioridade a caracterização das espécies de pescado mais vendidas em Portugal e na Polónia.

Esta análise do nível de risco para o Grupo identificou aspectos como o grau de exploração dos stocks, as comunidades envolventes, a rastreabilidade, as condições laborais associadas e os impactes sobre os ecossistemas, concluindo-se que nenhuma das espécies comercializadas apresentava risco elevado.

Em 2016, foi avaliado o grau de vulnerabilidade de todas as espécies de pescado comercializadas em Portugal e na Polónia, com base na classificação do International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN) e da Convention on International Trade and Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES). Esta avaliação será revisitada em 2019.

Impactes quantitativos e qualitativos

O estudo revelou que menos de 8% das espécies analisadas apresentavam algum nível de risco, tendo o Grupo implementado uma norma de serviço que definiu as regras de actuação neste âmbito:

• Para as 14 espécies classificadas com o nível “Vulnerável”, o mais baixo, e que representavam em 2015 18% do total adquirido (kg), foi adoptada uma abordagem selectiva às acções promocionais dessas espécies de pescado sempre que não sejam 100% provenientes de aquacultura e/ou de stocks geridos de forma sustentável e/ou com certificado de sustentabilidade (e.g., Marine Stewardship Council);

• Para reduzir a pressão sobre as 5 espécies que à data foram classificadas como “Em Perigo” (um nível intermédio de risco) e que representavam menos de 0,8% do total adquirido (kg), foram aplicadas medidas limitadoras:
– as acções promocionais destas espécies só podem ser realizadas apenas quando as mesmas sejam 100% provenientes de aquacultura;
– se não houver essa garantia, não há lugar a qualquer tipo de acção promocional que incida sobre estas espécies;

• Uma espécie, correspondente a menos de 0,0004% do total adquirido (kg), foi classificada como “Criticamente em Perigo”, o nível máximo, tendo a sua comercialização sido descontinuada em Junho de 2016. Esta decisão ficou a dever-se ao facto de não ter sido possível assegurar a sua produção, ao longo de todo o ciclo de vida, em regime de aquacultura. Foi ainda decidido interditar a incorporação desta espécie em ração animal utilizada nas nossas actividades de aquacultura e/ou sob a forma de incorporação em refeições prontas refrigeradas, take away e produtos processados, incluindo para animais domésticos, em todas as circunstâncias e geografias para as quais não existam licenças extraordinárias que as permitam.

Em 2018, e com base nas espécies identificadas em 2016, cumprimos com as directrizes acima definidas, tendo esta informação sido verificada por uma entidade externa e independente:

• Não foram vendidas espécies classificadas como “Criticamente em Perigo”, para as quais não existam licenças extraordinárias para o efeito;
• Apenas foram realizadas promoções de espécies classificadas como “Em Perigo” para espécies provenientes de aquacultura;

• Reduziu-se em 20% as promoções de espécies classificadas como em estado Vulnerável”, sendo que, destas, mais de 80% foram provenientes ou de espécies criadas em aquacultura ou de stocks geridos de modo sustentável;

• Foram introduzidas referências de pescado Marca Própria com certificação de sustentabilidade Marine Stewardship Council (MSC), tendo atingido as 27 referências na Polónia em 2018 (um incremento de cerca de 70% face a 2017).

Mais informação do projeto
Relatório e Contas 2018
2019-06-28T10:45:33+01:00